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Como se preparar para a geração de e-consumidores?

Cada vez mais numerosos, os e-consumidores são as pessoas que fazem ou já fizeram alguma compra ou contratação pela internet. 

Eles costumam ter uma postura mais engajada, com atenção às movimentações das marcas e, principalmente, grande poder de acesso à informação.

De uma maneira geral, pode-se dizer que os e-consumidores são indivíduos que utilizam a web para ir além do ato de consumir. 

Muito antes de entrar em determinado comércio eletrônico, eles costumam percorrer uma longa jornada – a não ser nos casos em que já são clientes fiéis de determinados empreendimentos.

Esses consumidores desejam se relacionar com as marcas, aproveitando a oportunidade de pesquisar, comparando preços, benefícios e serviços oferecidos por diferentes empresas do mesmo segmento. 

Para isso, é bastante comum que eles busquem saber a opinião de amigos, influenciadores nas redes sociais ou outros clientes, em busca das melhores experiências nos comércios eletrônicos.

Para se preparar para o atendimento dessa geração de e-consumidores, sejam eles pessoa física ou jurídica, os empreendimentos devem buscar a compreensão sobre esse novo perfil de público. 

Felizmente, diversos estudos e pesquisas podem ser úteis para que o mercado na web se aprimore, atendendo aos mais distintos setores.

Quem são os e-consumidores?

Estudos globais mostram que os e-consumidores brasileiros têm a mais alta satisfação (88%) com a experiência de compra online, incluindo hábitos desde a pré-compra até o pós-entrega. 

O número é bastante alto, mesmo comparado com países como os EUA (85%), Europa em geral (81%), Canadá (77%) e Ásia (57%). Também é interessante observar que:

  • Brasileiros realizam mais compras multicanal do que outras nacionalidades;
  • Brasileiros pesquisam online e compram online 40% das vezes;
  • 81% dos brasileiros confirmaram ter feito uma compra online internacional; 
  • O país preferido para compra online é a China, com 63% das respostas;
  • Preços mais atraentes foram o principal motivo citado pelos entrevistados.

Os e-consumidores brasileiros são mais pacientes do que os de outras regiões, dispostos a esperar, em média, 7 dias pelo frete pago, e 11 pelo frete grátis. 

Entretanto, 68% dos que abandonaram carrinhos de compras o fizeram devido a um longo tempo de entrega.

O comércio eletrônico permite que os empreendedores de diversos segmentos, como o aluguel de rompedor de concreto, entre outros equipamentos, por exemplo, superem as barreiras geográficas, alcançando mais clientes. 

Isso é possível desde que as empresas tenham opções diversificadas de produtos ou serviços, com qualidade e estratégias eficientes para o atendimento às demandas e preferências de cada público.

O Portal E-commerce Brasil também abordou o perfil dos e-consumidores em 2012, apontando a importância do Marketing Digital. 

Na época 23% das pessoas disseram comentar marcas na web, sendo que 34% postavam as suas opiniões em redes sociais – números que hoje podem ser bem maiores. 

Por isso, é importante que as empresas não só mantenham o monitoramento das marcas, mas também invistam em ações concretas para alcançar os e-consumidores nas plataformas online em que eles se encontram, principalmente nas redes sociais, utilizadas por 87% dos internautas, segundo o mesmo portal.

Em um país em que a predominância é da classe C, é fácil prever que esse público também domina os comércios eletrônicos, assim como ocorre com os pontos de vendas físicos. 

Ainda de acordo com o Portal E-commerce Brasil, até 2007 a web era dominada pelas classes A e B, o que mudou com o fenômeno das Lan Houses e a redução de impostos, que popularizaram o acesso aos computadores e à internet. 

Depois, os serviços de banda larga com preços especiais e a popularidade dos dispositivos móveis aumentaram ainda mais o acesso das classe C, D e E. 

Em outras palavras, há espaço para todos os tipos de empreendimento, para diversos públicos.

Ainda segundo a pesquisa, cerca de 76% das pessoas concluíam suas compras com cartão de crédito, enquanto o boleto bancário ficava em segundo plano, mostrando a relevância de manter diferentes formas de pagamento nos sites, evitando a perda de vendas.

Como atender aos e-consumidores?

A diversificação nas formas de pagamento é apenas uma das maneiras de atender bem à nova geração de e-consumidores. 

Considerando que eles desejam um relacionamento mais profundo com as empresas, algumas sugestões são:

Marketing Digital e Inbound Marketing

Hoje em dia as pessoas desejam informação para sanar suas dúvidas e questionamentos, na tentativa de resolver problemas de todos os tipos. 

Portanto, para atender aos e-consumidores, uma empresa especializada na locação de maquinários pode investir em conteúdos informativos de um blog ou site, dando dicas para o aluguel de compactador, entre outros equipamentos.

O Marketing Digital é o uso de canais online para o contato com o público, como diferentes redes sociais, e-mail, site, blog, aplicativos, entre outras plataformas. 

Já o Inbound Marketing, ou Marketing de Atração, se baseia na produção de conteúdo para que público venha até a empresa, interessado no que ela tem a oferecer, em informações, produtos ou serviços.

Assim, potenciais clientes podem formar uma opinião positiva sobre a empresa. 

Quando ela ajuda o público a resolver suas dúvidas e, ao mesmo tempo, mostra a relevância de determinado produto, o comércio eletrônico tem grandes chances de conseguir conduzir o potencial cliente pela jornada de compras.

SEO

Não adianta produzir conteúdo, se o blog ou site não pode ser encontrado com facilidade por potenciais clientes, justamente, no momento mais interessante. 

Quando a pessoa precisa saber cobertura em policarbonato preço, para exemplificar, ela recorre aos mecanismos de pesquisas para descobrir, e costuma encontrar as principais empresas entre as primeiras opções nos resultados.

SEO (Search Engine Optimization, ou otimização para mecanismos de busca) é um conjunto de estratégias para fazer com que páginas da web alcancem bom posicionamento nos rankings orgânicos. 

Isso pode gerar mais visitas e autoridade, porque as pessoas tendem a confiar mais nos primeiros links que aparecem nos buscadores.

Portanto, o SEO é a ferramenta necessária para que os sites consigam a tão desejada primeira posição nos principais sites de pesquisa. 

Assim, um e-commerce focado na recuperação de cilindros hidráulicos, por exemplo, pode atrair mais visitantes e impulsionar as vendas.

Estudo de palavras-chave

Um dos principais mecanismos para o funcionamento do SEO é o estudo de palavras-chave. 

Elas são utilizadas pelo público na hora de encontrar determinada informação nos motores de busca. 

É importante saber os termos mais buscados pelo público-alvo para que as empresas entendam que tipos de conteúdos devem produzir e as melhores oportunidades para o nicho de atuação do empreendimento.

Uma tecelagem pode se aproveitar da oportunidade representada pela palavra-chave “cobertores para doação onde comprar”, desde que tenha um alto volume de buscas, abordando a importância de campanhas de agasalhos.

Outra ideia é o uso das palavras-chave de maneira regionalizada, na intenção de captar potenciais clientes, o que pode ser uma estratégia bastante útil principalmente para negócios de pequeno e médio porte. 

Um exemplo de tentativa de atrair visitantes de determinada cidade seria o uso da palavra-chave “steel frame Sorocaba”, uma pesquisa que apenas pessoas que moram na região e têm interesse nesse tipo de projeto fariam.

Promoções exclusivas

Muitos e-consumidores buscam o ambiente online para fazer as compras por acreditar que podem encontrar melhores ofertas. 

Isso não deixa de ser verdade, pois na maioria das vezes eles acabam escolhendo os fornecedores que têm os melhores preços. 

Ao vender pela internet uma empresa de calibração de instrumentos, entre outros exemplos, deve tentar oferecer o melhor preço. 

É válido lembrar que muitas vezes os negócios online dispensam alguns gastos que as lojas físicas têm, e muitos clientes esperam que esse recurso seja revertido em preços competitivos.

Mentalidade móvel

O Brasil já conta com mais dispositivos portáteis ativos do que habitantes, de acordo com estudos. 

Até o ano de 2018 eram 306 milhões de aparelhos, incluindo celulares, notebooks e tablets, contra 210 milhões de habitantes.

Muitas pessoas ainda preferem pesquisar produtos ou serviços pela internet e realizar as compras em lojas físicas. 

Mas, os e-commerces precisam oferecer uma boa experiência pelos dispositivos móveis, mesmo quando o acesso fica na pesquisa mesmo.

Atualmente, é fundamental que os empreendedores invistam em sites com design responsivo. 

Independentemente da resolução e do tipo de tela, eles adaptam o visual do conteúdo, para o que o leitor tenha uma boa visibilidade de todos os detalhes das páginas, sem prejudicar o carregamento.

O design responsivo faz bastante diferença quando o público pesquisa em busca de marcenaria em Suzano, por exemplo, e encontra um site de rápido carregamento, com todas as informações disponíveis e acessíveis, sem distorções de imagem ou necessidade de dar zoom em texto. 

Contudo, é interessante apontar para a rápida evolução que o mercado na web pode ter em pouco tempo, com a invenção de novas tecnologias, plataformas e preferências. 

É fundamental que os empreendedores se mantenham atentos às novidades, tanto em seu mercado de atuação quanto no Marketing Digital. Afinal, trata-se da principal ferramenta para alavancar os negócios no mundo online.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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